Companheirada, precisamos elevar o nível do debate e não cair na armadilha da desinformação. A estratégia é clara: setores da extrema direita, diante da crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e as operações com o Banco Master, tentam deslocar a responsabilidade para a “gestão nacional”, como se o governo federal tivesse determinado decisões administrativas de um banco controlado pelo Distrito Federal.
Isso não é apenas narrativa — é uma tentativa consciente de confundir a população. O BRB é um banco público do DF, vinculado ao governo local. Suas decisões estratégicas passam por sua diretoria e pelo governo distrital. Não houve imposição da União para aquisição de ativos privados. Misturar isso com problemas federais, como os do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), é uma manobra política para diluir responsabilidades.
Quando não se assume o erro, cria-se um inimigo externo. A lógica é simples: transformar um problema de governança local em disputa ideológica nacional. Essa tática funciona porque aposta na desinformação rápida, em cortes de fala e na repetição constante da ideia de que “a culpa é de Brasília” — no sentido do governo federal — mesmo quando o fato envolve gestão do próprio DF.
Nossa tarefa militante é explicar com clareza:
– Banco privado que fraudou é responsabilidade de seus gestores.
– Banco público do DF responde ao governo do DF.
– Governo federal não autoriza nem obriga compra de ativos específicos por bancos estaduais.
Se deixarmos essa narrativa prosperar, a população passa a acreditar que toda crise financeira local é culpa da União. Isso enfraquece o debate democrático e protege quem deveria prestar contas.
Vamos dialogar com firmeza, apresentar fatos, separar as esferas de poder e exigir transparência. Não se trata de proteger governo A ou B — trata-se de não permitir que a verdade seja distorcida para salvar projetos políticos. Informação organizada é instrumento de consciência popular.
segue a baixo matéria da Vice Governadora
“BRB foi vítima de uma fraude nacional”, diz Celina Leão
Vice-governadora defendeu uso de imóveis como garantia e diz que governo atua para evitar prejuízos e punir responsáveis

A vice-governadora ressaltou que o GDF espera punição rigorosa aos responsáveis por eventuais irregularidades – (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou, durante uma agenda na Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), que o BRB “foi vítima de uma fraude nacional” e defendeu as medidas enviadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para autorizar a oferta de imóveis públicos como garantia em eventual operação financeira. Segundo ela, o objetivo é preservar a instituição e evitar prejuízos maiores ao banco, que classificou como patrimônio dos brasilienses.
“É bom sempre a gente colocar que o BRB foi vítima de uma fraude nacional que aconteceu. O banco realmente é uma instituição forte, que toda a população do Distrito Federal sabe a importância”, declarou. De acordo com Celina, o banco movimenta cerca de R$7 bilhões por ano na economia local. “Toda a ação que está sendo feita por parte do governo é para preservar essa instituição”, afirmou.
A vice-governadora ressaltou que o GDF espera punição rigorosa aos responsáveis por eventuais irregularidades. “As pessoas que foram levadas a essa fraude ou tiveram algum comprometimento com isso, a gente espera que sejam punidas com rigor, porque a instituição foi vítima e nós vamos trabalhar até o final para salvar o BRB, com toda a transparência”, disse.
Celina também citou medidas adotadas pela direção do banco para tentar reaver recursos. Segundo ela, cerca de R$400 milhões já foram bloqueados em uma ação judicial. “Ontem nós já conseguimos ter quase R$400 milhões reavidos. Foi bloqueado esse recurso que estava no Bradesco. O próprio Nelson [presidente do BRB] também está entrando com outras ações para bloqueio de todo o patrimônio do liquidante, para que o BRB não venha a ter nenhum prejuízo nessa fraude”, afirmou, em referência ao presidente da instituição.
Sobre o projeto de lei que autoriza o uso de imóveis como garantia, Celina explicou que a proposta prevê a constituição de um fundo de até R$ 2 bilhões, que serviria apenas como aval para eventual empréstimo. “Não é dinheiro que está sendo retirado do governo. São imóveis em garantia de recursos que a gente venha a precisar. Pode ser que até o final do mês a gente nem precise usar isso”, declarou. Segundo ela, o balanço patrimonial do banco, previsto para o dia 28 de março, será determinante para avaliar a necessidade da medida.
A vice-governadora afirmou estar dialogando com deputados distritais para garantir a aprovação da proposta e pediu que o tema não seja tratado sob viés político. “Estamos no ano eleitoral e isso às vezes é usado de forma muito errada. O BRB é um patrimônio de Brasília. A gente precisa separar as pessoas que erraram da instituição”, disse. “Um banco vive de credibilidade. Eu tenho certeza de que o nosso banco vai sair muito mais forte do que começou”, concluiu.
Matéria: Correio Braziliense – ‘BRB foi vítima de uma fraude nacional’, diz Celina Leão

